Ensino profissional se expande no Brasil para satisfazer as exigências

Em um canto deste Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, quatro adolescentes estão aprendendo a usar tornos. Ao lado, um grupo de jovens adultos está lotado em torno de uma mesa testando circuitos eletrônicos.

Uma década atrás, institutos técnicos como este, nos arredores de São Paulo, foram preenchidos com estudantes que aprendiam comércios como encanamento, carpintaria e eletrônica.

Mas hoje, suas salas de aula são tão propensas a atrair o treinamento dos alunos para serem professores de matemática da escola secundária ou a estudar para obter um diploma em análise de sistemas. O número de institutos técnicos do Brasil quase triplicou nos últimos oito anos, e os institutos ampliaram seu escopo.

Cursos Técnicos

A expansão deste sistema é considerada vital para uma nação em necessidade desesperada de trabalhadores qualificados. O crescente setor de petróleo e gás do Brasil requer uma variedade de profissionais qualificados, incluindo soldadores, eletricistas, construtores e especialistas em tecnologia da informação.

O país também está tentando urgentemente construir a infra-estrutura necessária para lidar com o rápido aumento dos padrões de vida e garantir que as estradas, aeroportos, estádios e acomodações estarão prontos para as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014.

Uma mudança radical

Embora o crescimento da educação profissional prometa um futuro brilhante para muitos dos graduados do Brasil, também exerce pressão sobre um sistema de ensino superior que é curto em dinheiro, pessoal e equipamentos.

Cursos Técnicos

Hoje, cerca de 401 mil estudantes estão cursando estudos em institutos técnicos financiados pelo governo federal, ante 102 mil, apenas nove anos atrás. Um em cada quatro alunos está cursando um diploma de bacharel ou superior.

“Houve uma mudança radical”, diz Eliezer Pacheco, secretário assistente de educação vocacional e tecnológica do Ministério da Educação do Brasil. “Agora, esses institutos oferecem tudo, desde educação básica até cursos de graduação e doutorado em áreas profissionais”.

Curso Montagem de Carros

“A educação profissional agora está firmemente na agenda nacional”, acrescenta Pacheco. O orçamento anual para institutos vocacionais nos últimos oito anos, diz ele, passou de US $ 385 milhões para US $ 3,8 bilhões.

A expansão abrangente foi iniciada por Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil de 2003 até o final do ano passado. Ele mesmo, ex-trabalhador de fábrica e líder sindical antes de se formar na política, Lula, como é conhecido no Brasil, entendeu que o país precisava de artesãos mais experientes e graduados universitários para competir globalmente.

Instalação Eletrica

O primeiro instituto técnico do Brasil foi construído em 1909, e quando Lula assumiu o poder, havia 140 deles espalhados por todo o país. Hoje, o governo federal administra 401 institutos, e quase 150 de mais deverão abrir até 2015.

(Centenas de institutos estaduais também estão sendo construídos ou modernizados). Os institutos vocacionais desenvolvem seus programas em torno das demandas das indústrias circundantes e dos mercados de trabalho locais.

Cursos na área rural

Em áreas mais rurais, por exemplo, os senac sp cursos gratuitos dizem respeito à agricultura. Nas regiões industriais, disciplinas como a mecânica são mais comuns. Todos os institutos oferecem treinamento de professores.

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O campus aqui em Guarulhos, na fronteira nordestina de São Paulo, busca atender às necessidades de uma cidade movimentada com um centro industrial e bolsões de empresas de alta tecnologia. Grande parte do programa acadêmico é baseado em mecânica e eletrônica.

Os alunos do ensino médio podem estudar assuntos como tecnologia da informação e automação industrial no instituto enquanto seguem seus diplomas. Os estudantes de pós-graduação podem aprender a análise e desenvolvimento de sistemas. E os graduados do ensino médio podem fazer cursos para se tornarem professores de matemática, uma demanda particular na região.

“Temos pessoas fazendo doutorado e estudantes de mestrado e técnicos que trabalham durante o dia e estudam de noite”, diz Mônica Bravo, diretora do campus de Guarulhos. “A imagem geral é aquela em que todos esses ingredientes se juntam para formar cidadãos trabalhados arredondados. É assim que vemos nosso papel”.

“Ter a chance de ter um diploma de graduação aqui mudou minha vida”, diz Caio Silva, que está cursando um diploma em automação industrial. “Tudo o que tenho na minha vida profissional é para este instituto”.